{"id":599,"date":"2019-06-18T14:55:19","date_gmt":"2019-06-18T14:55:19","guid":{"rendered":"http:\/\/llagnes.com\/blog\/?p=599"},"modified":"2020-02-25T13:46:23","modified_gmt":"2020-02-25T13:46:23","slug":"taking-a-lion-for-a-walk","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/llagnes.com\/blog\/2019\/06\/18\/taking-a-lion-for-a-walk\/","title":{"rendered":"\u201c Taking a Lion for a Walk.\u201d"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube aligncenter wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"William Kentridge. A Poem That Is Not Our Own\" width=\"660\" height=\"371\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L4Z-k4K06Q0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>A POEM THAT IS NOT OUR OWN<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201c Taking a Line for a Walk.\u201d &#8211; Paul Klee<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 duas semana atr\u00e1s estreei-me no palco com uma pe\u00e7a sobre Babel (voltaremos a ela mais tarde). Durante muito tempo me tenho debatido sobre esta coisa de ser arquitecta sem o ser. Descobri h\u00e1 quinze dias que estar no palco a criar momentos e est\u00f3rias foi o ponto mais alto de quase uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o que a pergunta &#8220;como seguir?&#8221; ficou a marinar dentro de mim.  Estive numa conversa com o artista sul africano William Kentridge, que n\u00e3o conhecia, mas com o qual me identifiquei rapidamente. Kentridge trabalha com a sombra, em todos os suportes poss\u00edveis (desenho, fotografia, video, escultura) o que me fez repensar o que \u00e9 ser um artista.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcel Duchamp queria abolir o conceito de arte, repensar tudo, deixar o ser humano exprimir-se de todas as formas poss\u00edveis e imagin\u00e1rias. Nada contra, mas ainda me questiono e o talento, e o conceito de beleza, &nbsp;e capacidade de nos emocionar? \u00c9 mesmo tudo possivel? <\/p>\n\n\n\n<p>Kentridge responde a todas as minhas perguntas de forma afirmativa. Toca-me na alma por me falar de \u00c1frica? Talvez! Por me levar num passeio a preto e branco no ef\u00eamero? Completamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 certo, \u00e9 que me voltou a fazer pensar e repensar a sombra sobre outra perspectiva, tal como a Alegoria da caverna. Segundo Kentridge, a ideia do iluminismo \u00e9 tamb\u00e9m ele um conceito colonizador. A ideia de obrigar as pessoas a ver algo de determinada forma. Fez-me analisar o papel secund\u00e1rio, mas preponderante, dos que projetam as sombras, tamb\u00e9m al\u00ed de certa forma, escravos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara ver algumas coisas sobre um novo \u00e2ngulo, ou at\u00e9 de uma forma completa por vezes \u00e9 preciso olhar para a sombra, a luz pode cegar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Volto ao conceito de sombra, tardiamente quem sabe, para me redescobrir sob uma luz diferente, algu\u00e9m que se molda e reconstr\u00f3i todos os dias. <\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, artista!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c Taking a Line for a Walk.\u201d &#8211; Paul Klee H\u00e1 duas semana atr\u00e1s estreei-me no palco com uma pe\u00e7a sobre Babel (voltaremos a ela mais tarde). Durante muito tempo me tenho debatido sobre esta coisa de ser arquitecta sem o ser. 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