{"id":166,"date":"2010-10-06T13:50:00","date_gmt":"2010-10-06T13:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/llagnes.com\/blog\/2010\/10\/06\/deambulando-pela-cidade_06\/"},"modified":"2018-08-07T17:50:27","modified_gmt":"2018-08-07T17:50:27","slug":"deambulando-pela-cidade_06","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/2010\/10\/06\/deambulando-pela-cidade_06\/","title":{"rendered":"Deambulando pela cidade"},"content":{"rendered":"<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-LUaHyoPdU-E\/TpSN0zN5tnI\/AAAAAAAAAHA\/hoLlGbART6w\/s1600\/001.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img loading=\"lazy\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"640\" src=\"http:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/001.jpg\" title=\"H\u00e9l\u00e8ne Binet - Museu da Arte s\u00e9c.XXI  (arq.Zaha Hadid)\" width=\"500\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center;\">H\u00e9l\u00e8ne Binet &#8211; Museu da Arte s\u00e9c.XXI &nbsp;(arq.Zaha Hadid)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><i><b><i><b><\/b><\/i><\/b><\/i><\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nHoje o que me tr\u00e1s \u00e9 o sentimento experimentado, n\u00e3o exactamente aquele que todos tentam por em palavras bonitas para que o projecto fa\u00e7a sentido.<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nTendo estudado num pa\u00eds t\u00e3o r\u00edgido e organizado como a Su\u00ed\u00e7a, aprendi sem questionar muito a obedecer as regras, a fazer parte do sistema. Mas aprender n\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de aceitar! No pa\u00eds onde tudo parece ser milimetricamente estudado ao segundo, onde o comboio n\u00e3o se atrasa e a mulher pelo altifalante sabe exactamente o momento em que deve informar-te da linha. \u00c0s vezes tenho a sensa\u00e7\u00e3o de ser uma pe\u00e7a num tabuleiro de jogo. Algu\u00e9m, por for\u00e7a de uma luz invis\u00edvel sabe que estou meia perdida e que devo ser informada.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nPor vezes essa precis\u00e3o irrita-me, menos hoje que na adolesc\u00eancia em que me debatia, pela aus\u00eancia de desculpas para fugir \u00e0 regra.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nEssa mesma rigidez leva-me ao maravilhoso sentimento que sinto nos dias nublados em que posso percorrer o Porto, sem ambi\u00e7\u00f5es de chegar a horas para um encontro comigo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nDeambular, essa loucura que apenas os mendigos por for\u00e7a maior tendem a fazer numa cidade, \u00e9 um sentimento maravilhoso. Deixar-se levar, por pedras demasiado polidas que se divertem das acrobacias que fazemos para n\u00e3o cair. Pelas rajadas de vento que nos obrigam a ver as vistas nas pontes. Olhar&#8230; e depois ver, mas ver com sentimento o que est\u00e1 diante de n\u00f3s. Sem criticar, os porqu\u00eas. A constru\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00e1, est\u00e1 em mau estado, n\u00e3o se enquadra. Etc. N\u00e3o importa!<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nDeixar a arquitectura falar&#8230;querer deveras ouvir, ser-se surpreendido.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nNos \u00faltimos dois anos, o meu deambular culmina sempre num conjunto de edif\u00edcios devolutos na outra margem &nbsp;do rio Douro. Ainda que possa pensar que \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o que me leva at\u00e9 l\u00e1, n\u00e3o \u00e9 uma verdade.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nAqueles armaz\u00e9ns que h\u00e1 tanto tempo me atormentam numa batalha que n\u00e3o sinto, nem sei se alguma vez vou sentir vontade de travar, s\u00e3o um ref\u00fagio. &nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nVelhos conhecidos, que gosto de revisitar. Maravilhar-me com as mudan\u00e7as que o tempo lhes induziu. S\u00e3o belas e tristes as altera\u00e7\u00f5es. Belas porque revelam mais hoje a ess\u00eancia daquele lugar do que no passado, tristes, porque caminham a passo galopante para o esquecimento.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nA cidade \u00e9 isso na sua grande maioria, esquecimento, pessoas sem rosto, tempo comprimido e lugares sem alma.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nSinto, que o papel daquele que tem voz activa na cidade, no local, deve ser dar resposta a todas as necessidades que promovem a qualidade e vida. Espa\u00e7os bem desenhados, tencionados, luminosos, felizes;&nbsp;mas acredito tamb\u00e9m, que essa viv\u00eancia interior, n\u00e3o deva ser fruto do esquecimento exterior.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nVida \u00e9 igualmente vaguear pela cidade, sentir o ch\u00e3o por baixo dos p\u00e9s, num espa\u00e7o pluralista com um denominador comum, o Homem.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nSei que por entre a rigidez da ordem vivem espa\u00e7os que permitem respirar, conhe\u00e7o lugares empedernidos na sombra que exalam ainda luz.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"post-body entry-content\" style=\"line-height: 1.6em; margin: 0px 0px 0.75em;\">\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\">\n<br \/>\n<a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"color: white; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px;\">\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e9l\u00e8ne Binet &#8211; Museu da Arte s\u00e9c.XXI &nbsp;(arq.Zaha Hadid) Hoje o que me tr\u00e1s \u00e9 o sentimento experimentado, n\u00e3o exactamente aquele que todos tentam por em palavras bonitas para que o projecto fa\u00e7a sentido. 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