{"id":81,"date":"2015-07-23T15:24:00","date_gmt":"2015-07-23T15:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/llagnes.com\/blog\/2015\/07\/23\/filha-sem-mae-ou-filha-de-ningue\/"},"modified":"2018-08-07T17:50:24","modified_gmt":"2018-08-07T17:50:24","slug":"filha-sem-mae-ou-filha-de-ningue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/2015\/07\/23\/filha-sem-mae-ou-filha-de-ningue\/","title":{"rendered":"Filha sem m\u00e3e, ou filha de ningu\u00e9m"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/p>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36e4b927fd281925d53f613a7c152920-401x1024.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img border=\"0\" src=\"http:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/36e4b927fd281925d53f613a7c152920-401x1024.jpg\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center;\">Antonio Mora<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Ela tinha acabo de ler daquelas palavras que pessoas jorram fora em forma de tinta &nbsp;&#8220;10 m\u00e3es de 10 nacionalidades diferentes&#8221; e esbo\u00e7ou um sorriso&nbsp;ir\u00f3nico.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nEla nunca havia sido m\u00e3e, mais que isso ela nunca havia sido filha. Tinha sido gerada e largada com meio m\u00eas, quinze dias, 360 horas, 216 000 minutos na porta de casa do av\u00f4.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nO desfile de palavras daquelas m\u00e3es, daquelas mulheres que desaprenderam a ser um Ser individual com personalidade pr\u00f3pria, pareciam-lhe descri\u00e7\u00f5es&nbsp;mirabolantes de terras desconhecidas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nEla que tinha crescido com o p\u00e9 na Terra e feito da Natureza abrigo n\u00e3o sentia qualquer liga\u00e7\u00e3o com esses humanos e narrativas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nQuando em jovem abordar\u00e1 a&nbsp;psicologia foi descrita como um ser&nbsp;desequilibrado, de caracter&nbsp;d\u00fabio e mente desorganizada. Ela que havia tomado a decis\u00e3o de n\u00e3o abandonar ningu\u00e9m.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nRecordava-se bem desse dia, um&nbsp;mi\u00fado havia-lhe gritado maldades de crian\u00e7as com palavras de adultos. Depois da escola, sentada no muro pedra com malmequeres a desabrochar das fendas, Decidiu (com letras&nbsp;mai\u00fasculas&nbsp; que jamais&nbsp;havia de abandonar gato, ou c\u00e3o, ou \u00e1rvore ou gente. Havia aprendido a primeira li\u00e7\u00e3o de filha sem m\u00e3e, amar todos os seres.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nHavia nascido com o dom de ser esfor\u00e7ada, pontual e gentil. Esfor\u00e7ada e pontual porque tudo que haveria de ser teria de vir da sua dedica\u00e7\u00e3o, nenhum amor divino ou plat\u00f3nico estaria l\u00e1 para a amparar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nGentil, porque a sua&nbsp;exist\u00eancia&nbsp;dependia da bondade de outros e assim&nbsp;compreendeu&nbsp;que o amor n\u00e3o era dado adquirido, mas conquistado todos os dias, valiosa li\u00e7\u00e3o (a segunda) esta de filha sem m\u00e3e.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nA menina que se torna mulher, como aprende a ser mulher sem modelo de m\u00e3e? Essa foi de todas as&nbsp;etapas&nbsp;a mais ardilosa. N\u00e3o havia nada&nbsp;para aprender, n\u00e3o havia nada para observar ou imitar, a trindade das li\u00e7\u00f5es. Ela, tal como a primeira mulher que&nbsp;povoou&nbsp;a Terra, j\u00e1 sabia quem era e para onde caminhava, estava dentro de si, brotava-lhe da alma.&nbsp;<br \/>\n&#8220;10 m\u00e3es de 10&#8230;&#8221;, nem 1, nem 100, nem 1000, mas um universo inteiro a sussurrar-lhe ao ouvido &#8211; Filha e m\u00e3e de tudo e nada, principio e fim, abra\u00e7a-me!<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antonio Mora Ela tinha acabo de ler daquelas palavras que pessoas jorram fora em forma de tinta &nbsp;&#8220;10 m\u00e3es de 10 nacionalidades diferentes&#8221; e esbo\u00e7ou um sorriso&nbsp;ir\u00f3nico. Ela nunca havia sido m\u00e3e, mais que isso ela nunca havia sido filha. Tinha sido gerada e largada com meio m\u00eas, quinze dias, 360 horas, 216 000 minutos &hellip; <a href=\"https:\/\/llagnes.com\/blog\/2015\/07\/23\/filha-sem-mae-ou-filha-de-ningue\/\" class=\"more-link\">Continue reading <span class=\"screen-reader-text\">Filha sem m\u00e3e, ou filha de ningu\u00e9m<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":331,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81"}],"collection":[{"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":332,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81\/revisions\/332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/llagnes.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}